As melhores dicas para comprar capacete de moto

As melhores dicas para comprar capacete de moto

Está a fim de comprar uma moto? Pois tenha em mente que, junto com ela, é preciso adquirir um capacete. Além de ser obrigatório, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), muitas mortes ou sequelas graves são evitadas com o seu uso. E por causa de uma explicação muito simples: o acessório é projetado para distribuir a energia proveniente de um choque, dissipando-a sobre uma superfície maior e diminuindo o impacto sobre a cabeça. Portanto, mesmo que ele seja avariado em um eventual acidente, não significa que seja ruim ou defeituoso; ele simplesmente cumpriu o seu papel de absorver a energia do impacto.

No entanto, não vale comprar qualquer capacete. Antes de tudo, você deve definir o formato adequado às suas necessidades. O mercado oferece, principalmente, quatro modelos: o fechado ou integral, que é o mais popular entre os motociclistas e oferece uma maior segurança na condução e na estrada; o off-road, utilizado principalmente em trilhas e cross, deve ser usado em conjunto com óculos de proteção; o híbrido, em que a parte do queixo pode ser deslocada para cima; e o aberto, que, apesar de ser mais agradável no verão, não oferece proteção ao queixo – em um acidente, o maxilar do condutor pode ser completamente arruinado.  

Guia de compras PROTESTE

Além do formato, há outros detalhes que devem ser observados na hora de comprar um capacete de moto. Por isso, selecionamos oito dicas para você escolher o modelo que se encaixe no seu perfil. Só não esqueça que o acessório ideal não é o mais bonito, mas, sim, o mais seguro e confortável.

1. Tamanho. Para ser efetivamente seguro e confortável, o capacete deve obrigatoriamente se ajustar bem à cabeça. Para saber o seu tamanho, passe uma fita métrica em volta da cabeça, na altura da testa. Por exemplo, caso a circunferência da sua cabeça seja 58 centímetros, seu número de capacete será 58.  A parte posterior do capacete deve ficar bem junta ao pescoço e à parte anterior à testa (o ideal é que não passe o polegar entre o capacete e a cabeça). Mas atenção: experimente pelo menos dois tamanhos para encontrar aquele que melhor se ajusta. Outra dica: antes de comprar um modelo pela internet, vá á uma loja e verifique se o tamanho indicado pelo fabricante é realmente compatível com as suas medidas. 

2. Forro. Deve ser confortável, absorver bem o suor e ter uma boa capacidade de respiração. Prefira os capacetes com forros removíveis, assim, ele poderá ser facilmente lavado.


3. Viseira. Prefira as viseiras feitas com um plástico mais grosso e com tratamento antirrisco, pois duram muito mais que as demais. Além disso, verifique se é possível substituí-la. Isso ajuda a mantê-la sempre em perfeitas condições, sem rachaduras ou arranhões que atrapalhem a visão.

4. Ventilação. O sistema de ventilação é importante para manter o capacete arejado e para evitar embasamento da viseira. Além disso, esse sistema é a principal causa de ruídos no capacete. Quanto mais aerodinâmicos (com formas arredondadas) for, menor será o ruído.

5. Uso de óculos. É importante notar se o capacete permite utilizar confortavelmente seus óculos de sol ou de grau. Caso o capacete não possua viseira, é obrigatório o uso de óculos de proteção, que permitam o uso simultâneo de óculos comuns.

6. Troca. Os fabricantes recomendam a substituição do capacete depois de três anos de sua compra e cinco anos depois da fabricação. Decorridos esses tempos, a fadiga natural dos materiais que o compõem pode comprometer o poder de absorção de impacto e, consequentemente, a segurança do usuário.

7. Acidente. Se o capacete sofrer uma pancada, pode haver uma compressão interna, que comprometerá a sua capacidade para absorver choques quando necessário. Por isso, troque o acessório que tenha sofrido uma pancada ou acidente, mesmo que tudo pareça normal no exterior e não haja percepção visual de danos.

8. Não compre capacetes usados. Ele pode ter sofrido pancadas ou acidentes e você não terá a percepção do dano.

Fonte da Informação: Proteste.org